A situação na Grécia parece estar a ficar mais difícil. Espanha foi alvo de cortes de "rating" à sua banca e a algumas regiões. E Atenas também viu o "rating" do país descer devido aos receios em torno da sua possível saída da Zona Euro. A moeda única está a reflectir estes desenvolvimentos e a negociar abaixo dos 1,27 dólares.
O euro recua 0,41% para 1,2647 dólares, tendo negociado nos 1,2644 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde 16 de Janeiro. Desde o início do ano, a moeda única está a desvalorizar 2,42% face ao dólar.
A queda do euro está relacionada com vários factores. Ontem as agências de “rating” estiveram activas. Primeiro foi a Moody’s que anunciou um corte de “rating” de algumas regiões espanholas, colocando mais duas num patamar considerado “lixo”.
Seguiu-se a Fitch, que voltou a reduzir a notação de dívida da Grécia para um nível considerado “extremamente especulativo” e que fica a apenas um patamar do “incumprimento com poucas perspectivas de recuperação”. A agência explicou que o corte está relacionado com "a intensificação do risco da Grécia não ser capaz de se manter membro" da União Monetária e Económica. E considera que se depois das eleições de 17 de Junho não houver um Governo que consiga implementar as medidas de austeridade, então "será provável a saída da Grécia" da região.
E o líder do Syriza, o partido grego que ficou em segundo lugar nas últimas eleições, Alexis Tsipras, veio ontem dizer que se o financiamento à Grécia for cortado não paga as suas dívidas à Europa. O responsável disse que se a Grécia deixar de cumprir obrigações com os seus credores, o que fará se perder financiamento europeu, ficará com dinheiro para pagar aos trabalhadores e reformados.
Já mais à noite, a Moody’s emitiu uma nova nota. Desta vez para anunciar o corte de “rating” de 16 bancos espanhóis. Os cortes variaram entre um e três níveis. A agência citou a deterioração do perfil de crédito de cada uma das instituições, bem como da capacidade do Governo espanhol em conceder apoio ao sector financeiro, para justificar os cortes.
Estes factores estão a penalizar a moeda única europeia, que tem vindo a perder terreno face ao dólar com a crise na Grécia a adensar-se e a ameaçar os restantes estados-membro. Aliás, a Fitch já deixou claro que a saída de Atenas da Zona Euro vai afectar os “ratings” de todos os países que compõem o euro.
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