Associação Espanhola da Banca
A Associação Espanhola da Banca (AEB) considerou hoje que o acordo de ajuda europeia de até 100 mil milhões de euros à banca elimina toda a incerteza sobre o processo de reestruturação das entidades financeiras de Espanha.
Em comunicado, a AEB saúda igualmente o facto de os ministros da Economia da zona euro terem reconhecido que a maior parte do sistema financeiro espanhol consegue enfrentar cenários "muito adversos", e aplaude também o facto de o acordo alcançado no sábado ajudar a fortalecer a estabilidade da zona euro e da moeda única.
O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, anunciou sábado que Espanha pediu ajuda europeia para refinanciar o sistema financeiro, num valor suficientemente elevado para garantir a confiança no setor.
"O governo espanhol declara a intenção de solicitar ajuda europeia para refinanciar o sistema financeiro espanhol", disse Luis de Guindos.
O ministro disse que esse apoio será dado sem condições macroeconómicas, mas com exigências sobre o saneamento do setor bancário.
"Há condições financeiras, mas não há condições fiscais ou económicas. Nada fora do âmbito do setor financeiro. Há normativa de ajudas públicas", afirmou.
"Isto é um apoio financeiro não tem a ver com resgate. Isto é apoio que será dirigido ao Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária que injetará o capital nas entidades que o necessitem", sublinhou o responsável, vincando que "nem todas as entidades financeiras necessitam de capital".
O valor final que será utilizado neste programa depende dos dados de análises independentes sobre o sistema financeiro espanhol solicitadas pelo Governo.
O Governo espanhol pediu a duas consultoras - Oliver Wyman e Roland Berger - que analisem as carteiras de créditos da banca perante dois cenários - um em 'stress' e outro com hipóteses macroeconómicas adversas, estudo que deverá ser entregue até 21 de junho.
Em paralelo foi pedido a quatro auditoras (Deloitte, PwC, Ernst & Young e KPMG) uma análise mais completa, individualizada e detalhada de todas as carteiras de crédito, que estará pronta até 31 de julho.
As análises incluem a situação dos 14 principais grupos bancários espanhóis que representam cerca de 90 por cento do sistema financeiro espanhol.
O FMI estima, num relatório divulgado na madrugada de sábado, que o setor poderá necessitar de cerca de 40 mil milhões de euros.
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