O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje estar a “colocar toda a energia” no combate ao desemprego, mas considerou que “o primeiro impulso” para uma viragem “talvez tenha de chegar da Europa”.
No final de uma visita à Feira Nacional de Agricultura, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, o chefe de Estado confessou preferir “trabalhar com os números efectivos revelados pelo INE”, de 14,9% de desemprego no último trimestre, do que com os do Eurostat, divulgados na sexta-feira e que apontam para 15,2% no mês de Abril.
Após os números do Eurostat serem conhecidos, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou previsões mais pessimistas, esperando um agravamento da taxa para os 15,5% este ano e para 16% no próximo ano.
“O Governo apresentou previsões mais pessimistas, cabe-nos a todos trabalhar para contrariar as previsões negativas, é isso que eu estou a fazer, fiz agora no sudeste asiático (...) no fim da visita vários empresários disseram-me que tinham sido abertas novas portas para a exportação”, afirmou, referindo-se à viagem que fez à Indonésia, Timor-Leste, Austrália e Singapura há menos de duas semanas.
O Presidente da República exortou todos a voltarem a atenção para o problema do desemprego e disse ter recebido informações positivas dos agricultores nesta visita a Santarém, designadamente ao nível das exportações.
“Ouvi com grande satisfação responsáveis pela área das frutas e hortícolas informar-me que tendo atingido no ano passado cerca de 600 milhões de euros de exportações pretendem em breve atingir 1000 milhões de euros de exportações, eu penso que é desta forma que conseguiremos resolver os problemas nacionais”, advogou.
Cavaco frisou sentir-se “à vontade para colocar todas as energias na mobilização dos portugueses para mais exportação mais investimento, mais produção e dessa forma contribuir para reduzir o desemprego no nosso país” e manifestou expectativas em relação à actuação dos responsáveis europeus neste domínio.
“Espera-se em breve que a Comissão Europeia apresente um programa concreto a nível europeu para favorecer a criação de mais emprego, dado que nesta fase Portugal depende muito do exterior, o primeiro impulso para o crescimento económico e redução de desemprego talvez tenha de chegar da Europa, onde queremos que sejam criadas condições para que os nossos produtos sejam colocados em maior escala nalguns mercados e as empresas portuguesas possam de forma mais rentável exportar mais”, concluiu.
http://www.publico.pt/Economia/cavaco-diz-estar-a-colocar-toda-a-energia-no-combate-ao-desemprego-1548712?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29
No final de uma visita à Feira Nacional de Agricultura, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, o chefe de Estado confessou preferir “trabalhar com os números efectivos revelados pelo INE”, de 14,9% de desemprego no último trimestre, do que com os do Eurostat, divulgados na sexta-feira e que apontam para 15,2% no mês de Abril.
Após os números do Eurostat serem conhecidos, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou previsões mais pessimistas, esperando um agravamento da taxa para os 15,5% este ano e para 16% no próximo ano.
“O Governo apresentou previsões mais pessimistas, cabe-nos a todos trabalhar para contrariar as previsões negativas, é isso que eu estou a fazer, fiz agora no sudeste asiático (...) no fim da visita vários empresários disseram-me que tinham sido abertas novas portas para a exportação”, afirmou, referindo-se à viagem que fez à Indonésia, Timor-Leste, Austrália e Singapura há menos de duas semanas.
O Presidente da República exortou todos a voltarem a atenção para o problema do desemprego e disse ter recebido informações positivas dos agricultores nesta visita a Santarém, designadamente ao nível das exportações.
“Ouvi com grande satisfação responsáveis pela área das frutas e hortícolas informar-me que tendo atingido no ano passado cerca de 600 milhões de euros de exportações pretendem em breve atingir 1000 milhões de euros de exportações, eu penso que é desta forma que conseguiremos resolver os problemas nacionais”, advogou.
Cavaco frisou sentir-se “à vontade para colocar todas as energias na mobilização dos portugueses para mais exportação mais investimento, mais produção e dessa forma contribuir para reduzir o desemprego no nosso país” e manifestou expectativas em relação à actuação dos responsáveis europeus neste domínio.
“Espera-se em breve que a Comissão Europeia apresente um programa concreto a nível europeu para favorecer a criação de mais emprego, dado que nesta fase Portugal depende muito do exterior, o primeiro impulso para o crescimento económico e redução de desemprego talvez tenha de chegar da Europa, onde queremos que sejam criadas condições para que os nossos produtos sejam colocados em maior escala nalguns mercados e as empresas portuguesas possam de forma mais rentável exportar mais”, concluiu.
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