Meta do défice “por enquanto” alcançável
O chefe da missão da troika em Portugal, o etíope Abebe Selassie, considera que a educação e inovação é uma das maneiras de o país aumentar a competitividade e que a meta do défice é ainda alcançável, num entrevista ao Diário Económico.
Questionado sobre se a preocupação do FMI com a necessidade de maior flexibilidade para ajustar a produtividade aos salários significa baixar salários, Selassie não excluiu esta hipótese mas ressalvou que “a questão é mais complicado do que simplesmente cortar os salários nominais”.
“Um ponto relevante a ser considerado é a necessidade de Portugal aumentar a sua competitividade, o que pode ser alcançado de diversas maneiras, incluindo através do investimento em educação e inovação”, explicou de seguida.
A preocupação que manifestou em relação aos salários respeita à existência de mecanismos automáticos de extensão de aumentos acordados entre sindicatos e patronais a “empresas que não estão em condições de o fazer” nos “momentos difíceis” como o actual.
Procura interna “mais fraca” que o previsto
O responsável da troika
Considera que “um aumento da despesa muito acima do que foi permitido” revelaria uma derrapagem orçamental, a menos que se trate de subida de despesa social devido ao aumento do desemprego, uma questão a que se mostra sensível, permitindo que os estabilizadores automáticos (como o subsídio de desemprego) funcionem.
Por outro lado, considera positivo que a supervisão bancária já tenha trabalhado no sentido de “evitar que os bancos estejam a fazer renovação sistemática de créditos a empresas em situação de insolvência, evitando reconhecer perdas”.
“Um ponto relevante a ser considerado é a necessidade de Portugal aumentar a sua competitividade, o que pode ser alcançado de diversas maneiras, incluindo através do investimento em educação e inovação”, explicou de seguida.
A preocupação que manifestou em relação aos salários respeita à existência de mecanismos automáticos de extensão de aumentos acordados entre sindicatos e patronais a “empresas que não estão em condições de o fazer” nos “momentos difíceis” como o actual.
Procura interna “mais fraca” que o previsto
O responsável da troika
Considera que “um aumento da despesa muito acima do que foi permitido” revelaria uma derrapagem orçamental, a menos que se trate de subida de despesa social devido ao aumento do desemprego, uma questão a que se mostra sensível, permitindo que os estabilizadores automáticos (como o subsídio de desemprego) funcionem.
Por outro lado, considera positivo que a supervisão bancária já tenha trabalhado no sentido de “evitar que os bancos estejam a fazer renovação sistemática de créditos a empresas em situação de insolvência, evitando reconhecer perdas”.