A descida da classificação da dívida espanhola, anunciada quinta-feira pela Fitch, refletiu-se hoje com o aumento da tensão nos mercados secundários, fazendo disparar o risco da dívida, que se aproxima dos 500 pontos base.
Depois de ter caído durante a jornada de quinta-feira, o risco da dívida - medido pelo diferencial entre os títulos espanhóis e alemães a 10 anos -- subiu 21 pontos na abertura dos mercados, para 492 pontos base.
Analistas atribuem o aumento -- a par da queda do principal indicador da
Segundo a agência, um dos fatores que levou à descida da classificação de Espanha e a colocar o país em perspetiva negativa, foi a situação da banca espanhola, que estima ter necessidade de um financiamento de 60 mil milhões de euros.
A Fitch considera que a necessidade de reestruturação e de recapitalização do setor bancário espanhol equivale a 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e admite que, caso a crise se aprofunde, pode atingir os 100 mil milhões de euros, cerca de 9 por cento do PIB.
Outro dos fatores para a descida do 'rating' espanhol foi "a flexibilidade do governo espanhol em intervir decisivamente na reestruturação do setor bancário", aumentando "a probabilidade de apoio financeiro externo".
A opinião da Fitch levou o juro dos títulos a 10 anos a voltar a subir para 6,25 por cento, depois de fechar o dia de quinta-feira nos 6,08.
O novo valor está acima do juro que o Tesouro Público espanhol pagou pelo leilão realizado na quinta-feira, que inclui títulos a 10 anos, pelos quais foram cobrados juros de 6,121 por cento, os mais elevados do ano.
Na cabeça dos investidores continua o receio de um eventual resgate europeu ao setor bancário espanhol e o debate sobre as necessidades de capitalização, que variam entre 40 e 100 mil milhões de euros.
Instado a comentar esse debate de números no final da tarde de quinta-feira, o chefe do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, recusou avançar com qualquer valor e disse preferir aguardar pelos dados do Fundo Monetário Internacional e dos avaliadores independentes.
Rajoy proferiu as declarações durante uma conferência de imprensa em Moncloa com o seu homólogo holandês Mark Rutte, que decorreu antes do anúncio da Fitch.
Na conferência de imprensa, Rajoy referiu ainda que os dados oficiais apenas seriam revelados após serem conhecidos os estudos do FMI e dos avaliadores independentes, garantindo que a partir dessa ocasião adotará as medidas oportunas.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2597600&seccao=Dinheiro%20Vivo&page=1
Analistas atribuem o aumento -- a par da queda do principal indicador da
Segundo a agência, um dos fatores que levou à descida da classificação de Espanha e a colocar o país em perspetiva negativa, foi a situação da banca espanhola, que estima ter necessidade de um financiamento de 60 mil milhões de euros.
A Fitch considera que a necessidade de reestruturação e de recapitalização do setor bancário espanhol equivale a 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e admite que, caso a crise se aprofunde, pode atingir os 100 mil milhões de euros, cerca de 9 por cento do PIB.
Outro dos fatores para a descida do 'rating' espanhol foi "a flexibilidade do governo espanhol em intervir decisivamente na reestruturação do setor bancário", aumentando "a probabilidade de apoio financeiro externo".
A opinião da Fitch levou o juro dos títulos a 10 anos a voltar a subir para 6,25 por cento, depois de fechar o dia de quinta-feira nos 6,08.
O novo valor está acima do juro que o Tesouro Público espanhol pagou pelo leilão realizado na quinta-feira, que inclui títulos a 10 anos, pelos quais foram cobrados juros de 6,121 por cento, os mais elevados do ano.
Na cabeça dos investidores continua o receio de um eventual resgate europeu ao setor bancário espanhol e o debate sobre as necessidades de capitalização, que variam entre 40 e 100 mil milhões de euros.
Instado a comentar esse debate de números no final da tarde de quinta-feira, o chefe do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, recusou avançar com qualquer valor e disse preferir aguardar pelos dados do Fundo Monetário Internacional e dos avaliadores independentes.
Rajoy proferiu as declarações durante uma conferência de imprensa em Moncloa com o seu homólogo holandês Mark Rutte, que decorreu antes do anúncio da Fitch.
Na conferência de imprensa, Rajoy referiu ainda que os dados oficiais apenas seriam revelados após serem conhecidos os estudos do FMI e dos avaliadores independentes, garantindo que a partir dessa ocasião adotará as medidas oportunas.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2597600&seccao=Dinheiro%20Vivo&page=1