O diretor geral da Cotec considerou hoje que o "ano mais difícil para Portugal vai ser 2013", acrescentando que "o grau de entusiasmo com que a 'troika' avalia Portugal vai decrescendo" por haver metas cada vez "mais exigentes".
Daniel Bessa, que falava aos jornalistas à margem do encontro entre cerca de 300 pequenas e médias empresas e a Galp, afirmou que Portugal tem de se "preparar para um processo difícil" e que o aumento do grau de exigência da 'troika' "significa que estamos a chegar aos momentos mais duros".
Para o diretor geral da Cotec, comentando o programa de ajuda externa, o próximo ano será "mais duro" porque Portugal "aguentará com os resultados de tudo que está a ser decidido em 2012 e mais umas coisinhas que vão ser decididas em 2013", acrescentando que "num processo de consolidação, conforme dizia Manuela Ferreira Leite, é muito difícil crescer".
Daniel Bessa é, no entanto, contra a ideia de dar mais tempo a Portugal para consolidar a sua economia: "É evidente que mais tempo torna a coisa mais fácil, mas também se torna mais prolongado o exercício, além de que é preciso mais crédito".
É que segundo o economista, "mais tempo significa mais défice" e isso não é possível, acrescentando que "os portugueses vão aprendendo à sua custa que quem manda aqui [Portugal] não somos nós".
Relativamente a uma possível diminuição dos salários de forma a tornar a economia portuguesa mais competitiva, Daniel Bessa tem uma resposta rápida: "os salários dos portugueses são dos mais baixos da Europa".
Portanto, a solução passa por baixar os custos do trabalho pela via da produtividade: "Somos um país de salários baixos e custos de trabalho altos, a solução é baixar os custos e trabalhar para não mexer tanto nos salários".
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2592423&page=-1
Para o diretor geral da Cotec, comentando o programa de ajuda externa, o próximo ano será "mais duro" porque Portugal "aguentará com os resultados de tudo que está a ser decidido em 2012 e mais umas coisinhas que vão ser decididas em 2013", acrescentando que "num processo de consolidação, conforme dizia Manuela Ferreira Leite, é muito difícil crescer".
Daniel Bessa é, no entanto, contra a ideia de dar mais tempo a Portugal para consolidar a sua economia: "É evidente que mais tempo torna a coisa mais fácil, mas também se torna mais prolongado o exercício, além de que é preciso mais crédito".
É que segundo o economista, "mais tempo significa mais défice" e isso não é possível, acrescentando que "os portugueses vão aprendendo à sua custa que quem manda aqui [Portugal] não somos nós".
Relativamente a uma possível diminuição dos salários de forma a tornar a economia portuguesa mais competitiva, Daniel Bessa tem uma resposta rápida: "os salários dos portugueses são dos mais baixos da Europa".
Portanto, a solução passa por baixar os custos do trabalho pela via da produtividade: "Somos um país de salários baixos e custos de trabalho altos, a solução é baixar os custos e trabalhar para não mexer tanto nos salários".
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2592423&page=-1