Presidente da Urbanos
O presidente da Urbanos, que acordou com o Governo a compra da Groundforce, disse que a empresa de 'handling' terá de fechar se perder o concurso do INAC para a assistência em escala nos aeroportos de Lisboa e Porto.
"Não terá viabilidade, terá de fechar", disse em declarações à Lusa o presidente da Urbanos, Alfredo Casimiro, quando questionado sobre a possibilidade de a Groundforce não ganhar a prestação de serviços de 'handling' nos aeroportos de Lisboa e do Porto.
A empresa apresentou-se ao concurso do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) que escolherá a empresa que ficará com as licenças de 'handling' [serviços em terra de apoio ao transporte aéreo] em Lisboa e no Porto, e no qual um dos critérios exigidos é que a empresa seja maioritariamente detida por privados.
A Groundforce tem mais de 2.000 trabalhadores.
Segundo Alfredo Casimiro, perder a licença é precisamente "uma das condições de regressão do negócio", esclarecida no acordo com o Governo. No entanto, afirmou que não acredita que a Groundforce venha a perder o concurso.
"Uma empresa que opera desde sempre no mercado português, que tem as melhores condições, os melhores meios, terá obrigatoriamente de ganhar este concurso, É uma empresa nacional, que conhece o terreno", disse o responsável.
A 05 de dezembro do ano passado, o Grupo Urbanos chegou a um acordo de princípio com a TAP para a compra de 50,1 por cento do capital da Groundforce, não tendo sido referido então o valor do negócio, que permanece confidencial.
"Não [divulgamos]. Se a Parpública e TAP entenderem, divulgarão", reiterou hoje Alfredo Casimiro.
A venda da maioria do capital da empresa de 'handling' [serviços em terra de apoio ao transporte aéreo] à Urbanos teve 'luz verde', a semana passada, da Direção-Geral da Concorrência europeia, sendo que logo na sexta-feira a secretaria de Estado do Tesouro já fez um despacho a autorizar o negócio.
O processo está agora com a Autoridade da Concorrência, cujo parecer favorável permitirá à Urbanos concretizar o negócio e assumir a gestão da Groundforce.
"Gostava de deixar uma palavra de apelo à Autoridade da Concorrência no sentido ser célere para que o assunto se concretize e deixe ser capa de jornais, e nos permitir trabalhar e tornar a empresa forte e saudável", concluiu Alfredo Casimiro.
O responsável espera começar a gerir a Groundforce a 01 de julho, alguns meses depois do prazo inicialmente apontado (fevereiro/março).
A concretizar-se o negócio, a Urbanos vai receber a empresa de 'handling' sem qualquer passivo financeiro.
O grupo terá, contudo, de injetar capitais na empresa ainda estatal, um valor que já está definido mas que Alfredo Casimiro recusou divulgar.
"Temos previsto [uma injeção de capital] para dar estrutura financeira à empresa", afirmou, garantindo que em caso oposto esta ficaria "bloqueada", sem "poder funcionar".
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