Reacções dos partidos
PS, PCP e BE concordaram esta segunda-feira que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, não tem razões de regozijo face à execução orçamental dos últimos meses e aos indicadores do desemprego e da pobreza. O ministro considerou que o país cumpriu todos os objectivos estruturais.
Vítor Gaspar aproveitou então para anunciar que a troika se prepara para avançar com a quinta tranche, no valor de 4,1 mil milhões de euros, do empréstimo acordado entre Portugal e as instâncias internacionais (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia).
Em reacção às conclusões da quarta avaliação do programa da troika, feitas esta manhã pelo ministro, o PS admitiu ter “grande dificuldade” em classificar como um “êxito” a aplicação do programa de resgate financeiro pelo Governo. Na sede socialista, o membro do secretariado nacional, Eurico Dias, considerou ser “chocante ouvir o Governo sublinhar este sucesso quando o desemprego é o maior de sempre”.
O dirigente socialista elencou os sinais que para aquele partido faziam com que não se pudesse falar em “êxito”. As famílias que devido às dificuldades cortavam no consumo, a forma “acentuada” como o investimento tem decrescido no país. “Em bom rigor, este caminho de sacrifícios não está a ter a recompensa devida”, disse.
O PCP também assinalou a "contradição brutal" entre avaliação feita pelo ministro das Finanças e a realidade do país. O deputado Agostinho Lopes criticava assim a oposição entre “os êxitos do Governo” e a “realidade económica, social e financeira do país”.
Em declarações na sede do partido, o comunista frisou que os últimos quatros meses de execução orçamental não dão sinais positivos nem qualquer suporte” à análise feita por Vítor Gaspar. E deixou uma questão: “O que é que tem a ver os êxitos do Governo com os números do desemprego que são conhecidos, com o número de falências que estão a ocorrer todos os dias, com a falta de dinheiro para bens essenciais como alimentos ou medicamentos, com crianças com fome?”
Pelo BE, o deputado Pedro Filipe Soares afirmou no Parlamento que “o Governo fica contente porque diz ter passado, nas palavras de Vítor Gaspar, no exame da troika. Na prática, a única matéria em que o Governo prova ser um bom aluno é em despejar dinheiro público nos cofres dos bancos privados”.
O deputado bloquista aproveitou também para condenar novamente as declarações de António Borges que, na semana passada, defendeu a "urgência" de redução de salários. Pedro Filipe Soares argumentou que o Governo pretende seguir o conselho de Borges.
O CDS preferiu sublinhar o esforço de Portugal e distinguir, mais uma vez, a situação grega da portuguesa. Apesar disso, o deputado centrista Mesquita Nunes reconheceu que há um problema de desemprego, criticando a postura "demagógica" do PS.
“Num momento em que muitas vezes nos questionamos sobre se estamos a ir no caminho certo, um balanço positivo do caminho certo é uma notícia positiva e a demonstração de que os caminhos que muitas vezes são apresentados como alternativas não servem”, argumentou Mesquita Nunes.
Em reacção às conclusões da quarta avaliação do programa da troika, feitas esta manhã pelo ministro, o PS admitiu ter “grande dificuldade” em classificar como um “êxito” a aplicação do programa de resgate financeiro pelo Governo. Na sede socialista, o membro do secretariado nacional, Eurico Dias, considerou ser “chocante ouvir o Governo sublinhar este sucesso quando o desemprego é o maior de sempre”.
O dirigente socialista elencou os sinais que para aquele partido faziam com que não se pudesse falar em “êxito”. As famílias que devido às dificuldades cortavam no consumo, a forma “acentuada” como o investimento tem decrescido no país. “Em bom rigor, este caminho de sacrifícios não está a ter a recompensa devida”, disse.
O PCP também assinalou a "contradição brutal" entre avaliação feita pelo ministro das Finanças e a realidade do país. O deputado Agostinho Lopes criticava assim a oposição entre “os êxitos do Governo” e a “realidade económica, social e financeira do país”.
Em declarações na sede do partido, o comunista frisou que os últimos quatros meses de execução orçamental não dão sinais positivos nem qualquer suporte” à análise feita por Vítor Gaspar. E deixou uma questão: “O que é que tem a ver os êxitos do Governo com os números do desemprego que são conhecidos, com o número de falências que estão a ocorrer todos os dias, com a falta de dinheiro para bens essenciais como alimentos ou medicamentos, com crianças com fome?”
Pelo BE, o deputado Pedro Filipe Soares afirmou no Parlamento que “o Governo fica contente porque diz ter passado, nas palavras de Vítor Gaspar, no exame da troika. Na prática, a única matéria em que o Governo prova ser um bom aluno é em despejar dinheiro público nos cofres dos bancos privados”.
O deputado bloquista aproveitou também para condenar novamente as declarações de António Borges que, na semana passada, defendeu a "urgência" de redução de salários. Pedro Filipe Soares argumentou que o Governo pretende seguir o conselho de Borges.
O CDS preferiu sublinhar o esforço de Portugal e distinguir, mais uma vez, a situação grega da portuguesa. Apesar disso, o deputado centrista Mesquita Nunes reconheceu que há um problema de desemprego, criticando a postura "demagógica" do PS.
“Num momento em que muitas vezes nos questionamos sobre se estamos a ir no caminho certo, um balanço positivo do caminho certo é uma notícia positiva e a demonstração de que os caminhos que muitas vezes são apresentados como alternativas não servem”, argumentou Mesquita Nunes.