6.6.12

Portugal diferenciou-se da Grécia

Legislativas - 1 ano

O Governo português fez os esforços possíveis para resgatar a economia e se diferenciar da Grécia, mas é inevitável a necessidade de um segundo resgate e talvez a saída do euro, acredita a economista britânica Megan Greene.
"Em termos da elite política, sem dúvida que foram feitos esforços em diferenciar Portugal da Grécia. E de certa forma é diferente", admitiu, em declarações à agência Lusa.
Por exemplo, referiu a diretora do departamento de Economia Europeia da agência de análise financeira Roubini Global Economics, até agora aplicou medidas e atingiu os objetivos pedidos e tem um Governo de maioria.
"Mesmo assim, atingiu metas através de medidas extraordinárias, pelo que no futuro não podem ser repetidas", constatou esta especialista na crise da zona euro.
Por isso, Greene disse não acreditar que as estimativas "muito positivas" inscritas no programa de assistência da 'troika' sejam atingíveis com o atual programa do Governo.
"Portugal deverá começar a falhar objetivos, o que obrigará o Governo a implementar mais austeridade", antecipou, prevendo que Portugal caia "na mesma armadilha de austeridade e recessão" que a Grécia.
O resultado será a necessidade de um "segundo resgate no final deste ano" e, possivelmente no próximo ano, a saída do euro.
"Portugal e Grécia não terão crescimento sustentável sem uma desvalorização [da moeda] devido à falta de competitividade", afirmou.

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