22.5.12

Espanha com recessão de 1,5% e desemprego acima de 25% este ano

Relatório da OCDE

A economia espanhola vai contrair pelo menos 1,5 por cento este ano e o desemprego vai ultrapassar os 25 por cento, sendo necessárias mais medidas de austeridade, incluindo um aumento do IVA, segundo a OCDE.

O boletim de previsões da OCDE, hoje publicado, antecipa que a economia espanhola continue em recessão durante 2013, recuando 0,75 por cento, resultado da contenção orçamental e do impacto da desalavancagem do sector privado no consumo.

Apesar destes indicadores, a OCDE antecipa que Espanha vai conseguir cumprir a meta de défice de 3 por cento no próximo ano ainda que, para isso, sejam necessárias medidas de contenção orçamental “permanentes”.

Entre elas, a OCDE sugere um aumento do IVA -- em Espanha a taxa máxima é de 18 por cento --, impostos ambientais e medidas para controlar o défice dos Governos regionais.

“Amplas reformas do mercado laboral deverão melhorar as perspectivas de emprego a médio prazo. Acesso de jovens não qualificados a formação vocacional deve ser alargado e os serviços de colocação de desempregados devem ser reestruturados”, sugere o relatório.

Ao mesmo tempo, e ainda no capítulo da reforma laboral, a OCDE defende que “a diferença entre o custo de despedimento entre trabalhadores permanentes e temporários deve ser mais reduzida” com o país a movimentar-se para “um contrato único”.

Ainda assim antecipa que o desemprego ultrapassará os 25 por cento este ano, com o crescimento a desacelerar em 2013.

Na sua análise a OCDE destaca a queda do consumo o que, a par do travão na despesa pública, atirou o desemprego para cima dos 23 por cento.

Igualmente preocupante continua a ser o risco da dívida soberana espanhola e a queda de exportações para os parceiros da zona euro.

No que toca às contas públicas, o relatório destaca as medidas já aprovadas, tanto a nível central como para controlar os défices dos Governos regionais, referindo-se ainda aos esforços de reforma do sector financeiro, que enfrenta uma taxa crescente de crédito malparado, ou seja, empréstimos de cobrança duvidosa: “O Governo deverá realizar injecções de capital no valor de cerca de 1,5 por cento do PIB para o sector bancário”, antecipa o documento. 


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