22.5.12

Reformas serão cada vez mais difíceis de implementar na Grécia

Relatório da OCDE

As reformas que a Grécia necessita para cumprir as suas metas de défice e os seus compromissos internacionais serão “cada vez mais difíceis de implementar” devido ao ambiente social, político e económico no país, antecipa a OCDE.


Ainda assim, refere a organização, se o programa da UE e do FMI não for implementado “o risco de default [incumprimento financeiro] na dívida aumentaria rapidamente com consequências incalculáveis”.

No seu relatório de previsões económicas, hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera que a recuperação económica será “lenta” e que a economia nacional “continuará a contrair até meados de 2013”.

Só na segunda metade do próximo ano, quando “começarem a dar frutos” as reformas iniciadas pelo Governo, é que o crescimento económico se tornará positivo.

Uma situação que pode vir a ser reforçado por fundos estruturais europeus que apoiariam o crescimento da economia nacional que continua a necessitar de aumentar a sua competitividade para melhorar o mercado das exportações.

No lado pessimista, a OCDE destaca as preocupações sobre o sector bancário e a sua capacidade de apoiar o crescimento.

A OCDE prevê que a inflação continue a recuar, esperando-se mesmo deflação [crescimento negativo dos preços] em 2013, e que o défice caia para 6 por cento do PIB em 2013.

No relatório a OCDE recorda a forte contracção do ano passado, com o aumento significativo do desemprego, que já ultrapassou os 20 por cento, e defende que o crescimento e a estabilidade das finanças públicas exigem uma “implementação rigorosa” das reformas fundamentais e do programa de austeridade.

A OCDE considera que cortar o défice das contas públicas “continua a ser um grande desafio”, relembrando que o objectivo de consolidação para 2011 não foi cumprido, em parte pelo enfraquecimento económico.

“Medidas adicionais serão necessárias em 2013”, refere a OCDE, que antecipa um défice mais elevado no próximo ano devido às previsões mais pessimistas de crescimento económico.


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