Na conclusão da Cimeira da NATO, que decorreu domingo e segunda-feira nos Estados Unidos, o primeiro-ministro português reagiu ao primeiro relatório do Conselho das Finanças Públicas, divulgado na segunda-feira, garantindo que vai ter em conta as suas “sugestões”.
Ainda assim, Passos Coelho reagiu ao facto de o relatório referir que as previsões macroeconómicas do Governo se basearem em “hipóteses excessivamente optimistas”. Em Chicago, o primeiro-ministro luso garantiu que “não existe nenhum excesso de optimismo”.
Passos Coelho destacou ainda o facto de o Conselho das Finanças Públicas (CFP) considerar que a estratégia de ajustamento orçamental que está a ser seguida é a apropriada. “O Conselho considera que o Governo português tem agido de forma adequada e muito bem-sucedida na consolidação das finanças públicas”, frisou.
Passos garantiu que as “sugestões” do CFP serão tidas em conta, “com um espírito perfeitamente aberto, positivo, construtivo”. E acrescentou que o Executivo “não deixará de adoptar as melhores metodologias que possam ser recomendadas, se isso contribuir para dar maior credibilidade ao exercício orçamental que está a ser feito”.
O primeiro-ministro mostrou-se incomodado com o acompanhamento noticioso que foi dado ao relatório, que analisa o conteúdo do Documento de Estratégia Orçamental para o período de 2012 a 2016. “A maior parte dos títulos na imprensa destacaram as observações e recomendações feitas, mas não o elogio muito directo quanto à forma como a consolidação orçamental está a decorrer”, rematou.
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