Emprego
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, diz que a redução da Taxa Social Única para as empresas que contratem jovens é uma das medidas em cima da mesa.
No final de uma reunião com os parceiros sociais para falar sobre o desemprego, o ministro da Economia confirmou que a medida avançada pela edição de hoje do Jornal de Negócios é uma das que está a ser estudada para combater o desemprego jovem, cuja taxa está nos 36,6%, segundo os dados hoje revelados pelo Eurostat.
“Existe uma grande sintonia entre o Governo e os parceiros sociais de intensificar as políticas activas de emprego e o combate ao desemprego. Essas e outras medidas estão a ser debatidas”, respondeu, quando questionado sobre se a medida é mesmo para avançar.
Contudo, Álvaro Santos Pereira não revelou os detalhes da medida que está em preparação e que deverá ser anunciada no âmbito do programa Impulso Jovem.
“Estamos a falar no âmbito do Impulso Jovem. Seria uma medida a apresentar aos parceiros no âmbito do combate ao desemprego jovem, não é uma medida transversal como tivemos em cima da mesa há uns meses atrás”, realçou.
De acordo com o Jornal de Negócios, a medida destina-se a jovens à procura do primeiro emprego e que recebam salários próximos do mínimo (485 euros).
A medida motiva diversas reacções dos parceiros. A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) defende que um apoio desta natureza “terá efeitos benéficos”.
Embora o tema não tenha sido abordado na reunião de Concertação Social, o presidente da CIP defende que em cima da mesa estão várias formulações, nomeadamente a defendida pela confederação. “Nos actuais valores do salário mínimo é possível encontrar formas de o trabalhador levar mais salário para casa e de as empresas verem reduzido” o valor dos descontos, sustentou.
“Entre os 430 euros (líquidos) que o trabalhador [que recebe salário mínimo] leva para casa e os 730 euros que custa à empresa há margem para que o trabalhador leve mais dinheiro para casa e para que a empresa possa ter um menor custo e por essa via possamos trazer ao trabalho aqueles que dele estão afastados”, realçou.
A UGT rejeita que o apoio se destine sobretudo aos salários mais baixos e diminua à medida que o salário vá aumentando. “Acreditamos que a medida não vai avançar nos termos exactos” noticiados, frisou João Proença, líder da central.
Já Arménio Carlos, secretário-geral da GCTP, é claro: “Não aceitamos qualquer redução da TSU seja a que pretexto for”.
“Desviar dinheiro da Segurança Social para promover emprego precário e para financiar empresas é descapitalizar a Segurança Social. Nós não queremos voltar à situação antes do 25 de Abril em que a generalidade das pessoas não tinha acesso à Caixa de Previdência”, justificou.