4.6.12

Três em cada mil pessoas são vítimas de trabalho forçado

Relatório OIT
  
Quase 20,9 milhões de pessoas, incluindo quase um quarto com menos de 18 anos, são vítimas de trabalho forçado no mundo, indica a Organização Internacional do Trabalho (OIT) num estudo publicado esta sexta-feira.

“Isso significa que três pessoas em 1000 no mundo estão em situação de trabalho forçado actualmente”, sublinham os peritos da OIT.

Cerca de 5,5 milhões (26%) do total têm menos de 18 anos e 11,4 milhões (55%) são mulheres, refere o relatório.

No conjunto dos 20,9 milhões de trabalhadores forçados, 18,7 milhões, ou seja 90%, são explorados no sector privado. Destes 18,7 milhões, 4,5 milhões são vítimas de exploração sexual.

A OIT precisa que entre os que trabalham no sector privado, 14,2 milhões estão em actividades económicas como a agricultura, a construção, o trabalho doméstico ou a produção fabril.

Dos 20,9 milhões, cerca de 10% estão abrangidos por formas de trabalho forçado impostas pelo Estado.

A Europa Central e do Sudeste, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e África são as regiões onde as taxas de prevalência, ou seja, o número de vítimas por 1000 habitantes, é mais elevado, indica o estudo. A taxa de prevalência é mais baixa nas economias desenvolvidas e na União Europeia (EU).

Num anterior relatório de 2005, a OIT considerava que pelo menos 12,3 milhões de pessoas no mundo eram constrangidas a trabalhar em condições próximas da escravatura.

A OIT precisa que os dados de 2005 e de 2012 não são comparáveis porque os de 2012 são mais fiáveis e incluem um maior número fontes.

http://economia.publico.pt/Noticia/tres-em-cada-mil-pessoas-sao-vitimas-de-trabalho-forcado-1548525