O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble , exigiu hoje uma maior integração europeia e "uma verdadeira união orçamental" para combater a crise na zona euro, em entrevista ao jornal de economia Handelsblatt.
"Antes de falarmos sobre a gestão conjunta da crise da dívida, precisamos de uma verdadeira união orçamental, porque até agora falta à União Monetária a interligação entre política monetária e política orçamental"", afirmou o político democrata cristão.
Assim, quando o parlamento alemão (Bundestag) votar o Tratado Orçamental e o novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), se possível antes das férias de verão, como pretende o executivo de Angela Merkel, "tem de se pensar na união orçamental como o próximo passo", disse
Gradualmente, acrescentou, "poderá criar-se também uma união bancária", destinada a supervisionar os bancos sistémicos e a dar garantias dos depósitos nos bancos europeus, como propôs o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Já para a emissão de 'eurobonds' (obrigações públicas conjuntas dos países da moeda única para obter juros mais favoráveis nos mercados financeiros), "é necessário que haja uma maior integração europeia" antes, sublinhou
O governo alemão tem rejeitado sistematicamente a ideia dos 'eurobonds', alegando que a emissão conjunta de títulos de dívida europeus na zona euro poderá levar os países mais vulneráveis a abrandar os seus programas de austeridade e provocar nova derrapagem das respetivas dívidas.
Schäuble
Além disso, "não se pode criar crescimento sustentável combatendo elevadas dívidas com défices ainda maiores", acrescentou
"Só pode haver crescimento se cada um dos países tornar a sua economia mais competitiva", vincou.
Convidado a comentar uma eventual candidatura sua a presidente do eurogrupo, após a saída, até ao fim deste mês, do atual titular, Jean-Claude Juncker, o ministro germânico disse que esta questão "é desinteressante" porque, no seu entender, "o importante é que o eurogrupo continue a ser liderado por um ministro das finanças no ativo", e não por um presidente permanente, "que seria forçosamente parte do aparelho de Bruxelas".
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2591972&page=1
Assim, quando o parlamento alemão (Bundestag) votar o Tratado Orçamental e o novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), se possível antes das férias de verão, como pretende o executivo de Angela Merkel, "tem de se pensar na união orçamental como o próximo passo", disse
Gradualmente, acrescentou, "poderá criar-se também uma união bancária", destinada a supervisionar os bancos sistémicos e a dar garantias dos depósitos nos bancos europeus, como propôs o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Já para a emissão de 'eurobonds' (obrigações públicas conjuntas dos países da moeda única para obter juros mais favoráveis nos mercados financeiros), "é necessário que haja uma maior integração europeia" antes, sublinhou
O governo alemão tem rejeitado sistematicamente a ideia dos 'eurobonds', alegando que a emissão conjunta de títulos de dívida europeus na zona euro poderá levar os países mais vulneráveis a abrandar os seus programas de austeridade e provocar nova derrapagem das respetivas dívidas.
Schäuble
Além disso, "não se pode criar crescimento sustentável combatendo elevadas dívidas com défices ainda maiores", acrescentou
"Só pode haver crescimento se cada um dos países tornar a sua economia mais competitiva", vincou.
Convidado a comentar uma eventual candidatura sua a presidente do eurogrupo, após a saída, até ao fim deste mês, do atual titular, Jean-Claude Juncker, o ministro germânico disse que esta questão "é desinteressante" porque, no seu entender, "o importante é que o eurogrupo continue a ser liderado por um ministro das finanças no ativo", e não por um presidente permanente, "que seria forçosamente parte do aparelho de Bruxelas".
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2591972&page=1