O ministro da Economia destacou hoje à Lusa a sintonia entre as posições do Governo português e da Comissão Europeia sobre a importância das redes transeuropeias de transportes, nomeadamente a ligação ferroviária a partir de Sines.
"É o que defendemos desde o início. Sempre defendemos a importância das redes transeuropeias para melhorar a competitividade das nossas exportações", disse Álvaro Santos
"É fundamental apostar em fatores que consigam diminuir os custos das nossas exportações e neste âmbito o mais importante é continuar o investimento nos portos mas também ligar esses portos à Europa", disse.
O ministro comentava assim notícias de que Bruxelas enviou uma carta aos Governos de Portugal e de Espanha a defender a construção de uma linha ferroviária, quanto antes, entre Sines, Lisboa e Madrid, que possa suportar velocidades de pelo menos 200km/H.
A carta, datada de 18 de maio, foi enviada pelo coordenador de Transportes da Comissão Europeia, o italiano Sechhi, ao ministro da Economia, Álvaro Santos
Nessa carta, citada por um jornal espanhol, Sechhi defende a construção de uma ligação o mais rapidamente possível e independentemente de a linha ser para comboios convencionais ou de alta velocidade, que una as duas capitais em menos de cinco horas, com comboios a 200 km/h.
Essa linha suportaria mercadorias de Sines e a CE refere que poderia ser adaptada, a médio prazo, a alta velocidade.
"Em vez de apostar em projetos de rentabilidade duvidosa e projetos faraónicos, devemos redirecionar o esforço de reestruturar o país com projetos que reduzam o custo das nossas exportações", disse o ministro da Economia.
Sem querer concretizar datas, o governante disse que Portugal e Espanha estão "empenhados em fazer a ligação Sines-Lisboa-Caia-Badajoz-Madrid-Irun o mais rapidamente possível".
"Obviamente há constrangimentos orçamentais importantes dos dois lados, que temos que ponderar. Mas estamos empenhados em fazer estes projetos o mais rapidamente possível, porque quanto mais rapidamente o fizermos mais rapidamente podemos melhorar as nossas acessibilidades", disse.
O ministro da Economia falava à Lusa à margem do 2º Fórum Ibérico, que decorre hoje em Barcelona e que é dedicado ao tema do turismo, tendo sido dominado pelas questões da sustentabilidade do setor e da cooperação ibérica, especialmente para novos mercados.
Como exemplo de onde a cooperação pode ser intensificada, Álvaro Santos
Ainda assim, e porque Portugal e Espanha também são concorrentes, é "importante do lado português continuar a melhorar a produtividade e a competitividade do setor".
"Temos bons indicadores mas também margens para melhorar e estamos a trabalhar nisso, para diversificar o nosso setor, para outros nichos de mercado", disse.
Sobre a queda de dormidas de turistas espanhóis, Santos
"A evolução da economia espanhola e europeia são fundamentais para a nossa própria conjuntura, mas o nosso setor turístico está a crescer em vários mercados e a diversificação da oferta vai fazer com que Portugal esteja menos dependentes dessa situação", considerou.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2591947&page=1
"É fundamental apostar em fatores que consigam diminuir os custos das nossas exportações e neste âmbito o mais importante é continuar o investimento nos portos mas também ligar esses portos à Europa", disse.
O ministro comentava assim notícias de que Bruxelas enviou uma carta aos Governos de Portugal e de Espanha a defender a construção de uma linha ferroviária, quanto antes, entre Sines, Lisboa e Madrid, que possa suportar velocidades de pelo menos 200km/H.
A carta, datada de 18 de maio, foi enviada pelo coordenador de Transportes da Comissão Europeia, o italiano Sechhi, ao ministro da Economia, Álvaro Santos
Nessa carta, citada por um jornal espanhol, Sechhi defende a construção de uma ligação o mais rapidamente possível e independentemente de a linha ser para comboios convencionais ou de alta velocidade, que una as duas capitais em menos de cinco horas, com comboios a 200 km/h.
Essa linha suportaria mercadorias de Sines e a CE refere que poderia ser adaptada, a médio prazo, a alta velocidade.
"Em vez de apostar em projetos de rentabilidade duvidosa e projetos faraónicos, devemos redirecionar o esforço de reestruturar o país com projetos que reduzam o custo das nossas exportações", disse o ministro da Economia.
Sem querer concretizar datas, o governante disse que Portugal e Espanha estão "empenhados em fazer a ligação Sines-Lisboa-Caia-Badajoz-Madrid-Irun o mais rapidamente possível".
"Obviamente há constrangimentos orçamentais importantes dos dois lados, que temos que ponderar. Mas estamos empenhados em fazer estes projetos o mais rapidamente possível, porque quanto mais rapidamente o fizermos mais rapidamente podemos melhorar as nossas acessibilidades", disse.
O ministro da Economia falava à Lusa à margem do 2º Fórum Ibérico, que decorre hoje em Barcelona e que é dedicado ao tema do turismo, tendo sido dominado pelas questões da sustentabilidade do setor e da cooperação ibérica, especialmente para novos mercados.
Como exemplo de onde a cooperação pode ser intensificada, Álvaro Santos
Ainda assim, e porque Portugal e Espanha também são concorrentes, é "importante do lado português continuar a melhorar a produtividade e a competitividade do setor".
"Temos bons indicadores mas também margens para melhorar e estamos a trabalhar nisso, para diversificar o nosso setor, para outros nichos de mercado", disse.
Sobre a queda de dormidas de turistas espanhóis, Santos
"A evolução da economia espanhola e europeia são fundamentais para a nossa própria conjuntura, mas o nosso setor turístico está a crescer em vários mercados e a diversificação da oferta vai fazer com que Portugal esteja menos dependentes dessa situação", considerou.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2591947&page=1