A agência diz que as desclassificações hoje anunciadas se inserem numa revisão vasta das notas dos bancos europeus e que os bancos alemães abrangidos viram a nota descer menos do que os bancos de outros países europeus abrangidos por acções deste tipo. Um cenário que a Moody's justifica com a maior robustez do mercado doméstico e com o baixo risco de financiamento.
A nota (rating) de longo prazo do segundo maior banco da Alemanha, o Commerzbank, baixou de A3 para A2, com perspectiva negativa. As notas do Landesbank Baden-Wuerttemberg e do Norddeutsche Landesbank GZ também caíram de A3 para A2, com perspectiva estável. A nota da unidade alemã do grupo italiano UniCredit também baixou de A3 para A2, e com perspectiva negativa – o que significa que as notas devem voltar a cair nos próximos meses. A revisão da nota do Deutsche Bank AG e das suas subsidiárias foi adiada pela agência, devendo ser conhecida com as revisões de outras empresas globais com grandes operações nos mercados de capitais.
As novas notas destes bancos alemães “são movidas pelo maior risco de novos choques resultantes da crise da dívida da zona euro, combinado com a limitada capacidade de absorção de perdas dos bancos”, lê-se num comunicado emitido pela Moody's.
No caso do dos bancos austríacos, a nota do Erste Group foi cortada em dois níveis, de A3 para A1, com perspectiva negativa. A nota do UniCredit Bank Austria foi cortada em um nível, de A2 para A1, também com perspectiva negativa. No caso do Raiffeisen Bank, a descida foi de A2 para A1, com perspectiva estável.
Neste caso, as descidas “reflectem a vulnerabilidade dos três maiores bancos austríacos às condições de operação adversas nalguns dos principais mercados na Europa Central e do Leste e na Comunidade de Estados Independentes” (a Rússia e outros países da antiga União Soviética) e, tal como no caso dos bancos alemães, o “maior risco de novos choques da actual crise da dívida da zona euro” e também a limitada capacidade de absorção de perdas.
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