6.6.12

Sindicatos da Groundforce saem da reunião com Finanças sem venda aprovada

Operação de recapitalização da empresa gerou impasse

Encontro de emergência que decorreu esta terça-feira terminou de forma “inconclusiva, mas positiva”, dizem os representantes dos trabalhadores. Prazo do INAC acaba hoje.

A reunião entre os cinco sindicatos da Groundforce e o Ministério das Finanças não cumpriu, para já, o objectivo: assegurar que a tutela dá luz verde à venda de 50,1% da operadora de handling ao grupo de logística Urbanos.

De acordo com André Teives, presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling e Aeroportos, o encontro, marcado ontem de emergência pelo Governo, foi “inconclusivo, mas positivo”. O Governo “partilha das nossas preocupações”, referiu ao PÚBLICO.

Recorde-se que a TAP, única accionista da Groundforce, fechou em Dezembro um acordo para vender 50,1% da empresa à Urbanos. Apesar de o negócio ter sido aprovado, a 24 de Janeiro, pelo Autoridade da Concorrência, falta ainda o aval do Ministério das Finanças.

A tutela só aprovará a alienação quando receber uma resposta por parte da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, que decidiu consultar informalmente, por causa de uma operação financeira associada a este negócio.

É que a TAP aprovou em Janeiro a conversão de 119,4 milhões de euros que tinha emprestado, ao longo dos anos, à Groundforce em prestações acessórias de capital. A este montante juntou outros 3,96 milhões de euros, o que permitiu limpar o passivo da empresa e tirar os seus capitais próprios do vermelho.

“O Ministério das Finanças não vai tomar uma posição antes que a Comissão Europeia se pronuncie”, afirmou André Teives, na sequência da reunião com a tutela. Durante o dia de hoje, “haverá contactos” para perceber se haverá possibilidade de a resposta de Bruxelas chegar dentro do prazo que os sindicatos exigem.

Os representantes dos trabalhadores querem que a venda seja aprovada anda hoje, já que esta terça-feira termina o prazo para os concorrentes às licenças de operação em Lisboa e no Porto, que serão atribuídas pelo Instituto Nacional da Aviação Civil, manterem as suas propostas.

Os sindicatos acreditam que se a Groundforce não estiverem em condições de concorrer ao concurso até hoje, porque aquele obriga a que seja independente da transportadora aérea estatal, poderá perder as licenças, colocando em risco os 2500 trabalhadores que emprega.