Cogeração representa 40% dos cortes de custos
A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) afirma que as medidas de redução dos custos no sector eléctrico já anunciadas “revelam fortes desequilíbrios no tratamento conferido aos vários intervenientes”.
A CIP defende que o conjunto de alterações na electricidade, como as dos regimes legais da cogeração e da garantia de potência, “suscita as maiores preocupações”.
Nas contas da confederação empresarial, que cita os números indicados pelo Governo, o corte dos pagamentos na cogeração representa 40% dos 1750 milhões de euros que se pretendem eliminar nos custos previstos para o sector eléctrico, entre 2013 e 2020.
A CIP sublinha que a fatia que cabe à cogeração revela-se “bastante superior ao anunciado pelo Governo quando se aplicam as fórmulas constantes do referido diploma legal” e “atinge directamente vários sectores industriais, geradores de exportações e da criação de emprego”.
A entidade liderada por António Saraiva defende também que desta forma agrava-se a diferença de tratamento entre Portugal e Espanha no que respeita à cogeração e sustenta que esta medida “é a única com reduções efectivas e não recuperáveis no curto prazo”. “Para as restantes, são anunciadas alterações de metodologia que permitirão recuperar no tempo, total ou parcialmente, as receitas entretanto perdidas”, acrescenta.
"A troika, na sua recente avaliação, veio também colocar reservas aos cortes efectuados, considerando-os insuficientes", inidica também. A confederação conclui defendendo que o Governo necessita de aplicar “equidade no valor e na natureza dos esforços e exigir aos vários intervenientes no sector eléctrico”.
Nas contas da confederação empresarial, que cita os números indicados pelo Governo, o corte dos pagamentos na cogeração representa 40% dos 1750 milhões de euros que se pretendem eliminar nos custos previstos para o sector eléctrico, entre 2013 e 2020.
A CIP sublinha que a fatia que cabe à cogeração revela-se “bastante superior ao anunciado pelo Governo quando se aplicam as fórmulas constantes do referido diploma legal” e “atinge directamente vários sectores industriais, geradores de exportações e da criação de emprego”.
A entidade liderada por António Saraiva defende também que desta forma agrava-se a diferença de tratamento entre Portugal e Espanha no que respeita à cogeração e sustenta que esta medida “é a única com reduções efectivas e não recuperáveis no curto prazo”. “Para as restantes, são anunciadas alterações de metodologia que permitirão recuperar no tempo, total ou parcialmente, as receitas entretanto perdidas”, acrescenta.
"A troika, na sua recente avaliação, veio também colocar reservas aos cortes efectuados, considerando-os insuficientes", inidica também. A confederação conclui defendendo que o Governo necessita de aplicar “equidade no valor e na natureza dos esforços e exigir aos vários intervenientes no sector eléctrico”.