Alemanha alvo de críticas
O ministro das finanças japonês, Jun Azumi, assegurou que o grupo das sete maiores economias do mundo (G-7) acordaram, na reunião de hoje, por videoconferência, trabalhar em conjunto para resolver a crise na zona euro, em particular a crise grega e espanhola.
Segundo Jun Azumi, a possibilidade da Grécia sair do euro não esteve em discussão na reunião de urgência dos ministros das finanças dos principais países industrializados.
De acordo com o Tesouro dos EUA, o G-7 analisou “os avanços em direcção à união fiscal e financeira na Europa”.
Na reunião de emergência, em grande parte pelo agravamento da crise em Espanha, onde a situação dos bancos assume particular relevância, a Alemanha terá sido alvo de várias criticas. Isso mesmo admitiu, em declarações à Reuters, um alto funcionário de um dos membros do G-7.
De acordo com declarações do alto funcionário, feitas antes do encontro, a Alemanha seria pressionada para adoptar mais medidas de estímulo e crescimento na zona euro.
A Comissão Europeia considerou “exagerada” a reunião de hoje, para tratar da crise na zona euro.
Com a Grécia, a Irlanda e Portugal já sob programas internacionais de resgate, os mercados financeiros estão ansiosos sobre os riscos da crise bancária em Espanha, temendo os efeitos de uma fuga de capitais.
Já hoje, o ministro espanhol das Finanças, Cristóbal Montoro, veio dizer que o seu país não será resgatado, porque “tecnicamente não pode ser objecto de um resgate”, aludindo à dimensão da sua economia, a quarta maior da zona euro. “A Espanha não precisa disso, precisa de mais Europa, de mecanismos permitindo a integração europeia”, disse numa entrevista à rádio Onda Cero, citada pela AFP.
Entretanto, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, abriu a porta à ideia da união bancária europeia, sugerindo que os 27 membros da UE poderiam pôr os seus maiores bancos sob supervisão directa europeia, mas não abriu a porta a outras das propostas avançadas pela Comissão na semana passada, como um seguro de depósitos pan-europeu.